.JS Julio Santos
DBTech · CRM/ERP Ecosystem · 2025–2026

Transformando uma operação fragmentada em um sistema que conecta venda, execução e financeiro.

O problema não era desenhar um CRM. Era fazer a informação sobreviver ao caminho inteiro — do Lead ao pagamento — sem ser reconstruída em cada handoff, sem misturar responsabilidades e sem perder contexto entre módulos.

RoleSenior Product Designer
AtuaçãoProduct Discovery · Product Architecture · UX/UI · Interaction Design · Workflow Automation · Design System
Telas principais do ecossistema CRM DBTech
55+telas e fluxos projetados
7+módulos conectados
44flags e estados padronizados
1Design System proprietário
O desafio

Uma decisão local podia gerar consequências em várias partes do produto.

Contract, Job, Scheduling, Dispatch, Invoice e Payroll não eram fluxos independentes. Alterar uma regra em um ponto podia impactar operação, financeiro, comunicação e experiência do cliente.

Minha responsabilidade

Estruturar o sistema antes de aprofundar a interface.

Mapeei entidades, relações, estados, exceções, permissões e handoffs; transformei essa lógica em fluxos, padrões de interação, automações e uma linguagem consistente entre módulos.

O produto precisava funcionar como um sistema, não como uma coleção de telas.

O processo começava em aquisição e vendas, mas não terminava quando uma proposta era aceita. A informação precisava seguir para contrato, criação do Job, agendamento, despacho, execução, faturamento e payroll. Foi aí que a pergunta mudou: em vez de “qual tela vem depois?”, passei a trabalhar em “qual entidade é responsável por esta decisão e o que ela precisa preparar para a próxima?”.

SalesConverter intenção em compromisso

Lead, Pipeline, Estimate e Proposal precisavam compartilhar contexto e preparar a transição para operação.

OperationsSeparar o trabalho do plano de execução

Job, Scheduling e Dispatch passaram a representar responsabilidades distintas dentro do mesmo serviço.

AutomationFazer o sistema reagir aos eventos

Triggers, condições e ações automatizam handoffs sem transformar o usuário em memória operacional.

Mapa do ecossistema CRM com pessoas, aquisição, vendas, service delivery, financeiro, people ops, parceiros, analytics e integrações
CRM Ecosystem Map. O mapa consolida domínios e dependências antes de entrar na solução de cada módulo.

Mapear do Lead ao pagamento tornou os handoffs visíveis.

A jornada revelou onde o contexto mudava de dono: Sales entrega para Operations; Operations produz evidência para Finance; Finance fecha o ciclo e alimenta a relação com o cliente. Esse mapeamento também mostrou que nem todas as etapas deveriam ter a mesma obrigatoriedade.

Jornada do Lead ao pagamento com Lead, Qualification, Estimate, Proposal, Approval, Contract, Job, Scheduling, Dispatch, execução, checklist, invoice, payment e NPS
Lead to Payment Journey. Uma visão única do fluxo comercial, operacional e financeiro.
A interface era consequência. A principal decisão de design estava em definir onde cada regra vivia e como a informação avançava sem retrabalho.

Nem toda Proposal precisava virar Contract antes de virar Job.

Separar Proposal, Contract e Job evitou transformar o contrato em uma dependência técnica obrigatória. Para serviços que exigiam formalização, o caminho continuava Proposal → Contract → Job. Quando o vínculo contratual não era necessário, a Proposal aceita podia originar o Job diretamente.

Mapa Estimate to Job mostrando Proposal conectada ao Contract e também um caminho opcional direto para Job
Estimate to Job. O fluxo diferencia proposta comercial, vínculo contratual e unidade operacional do serviço.
A separação de domínio
Proposal

O que estamos oferecendo, por qual valor e em quais condições comerciais.

Contract

Quando existe um vínculo formal, quais regras e termos precisam persistir ao longo da relação.

Job

Qual trabalho precisa realmente acontecer, onde, quando e com quais requisitos operacionais.

O Pipeline precisava mostrar o próximo movimento, não apenas o estágio.

Organizei as oportunidades para que valor, origem, prioridade, tempo no estágio e próxima ação fossem legíveis sem abrir cada registro. A Proposal Performance complementa essa visão: não basta saber que a proposta foi enviada; o time precisa entender se ela foi visualizada e como o cliente interagiu com o documento.

Pipeline de vendas DBTech
Pipeline. Oportunidades organizadas por estágio com contexto suficiente para orientar a próxima ação.
Proposal Performance DBTech
Proposal Performance. Visibilidade de engajamento para apoiar follow-up e decisão comercial.

Automação deixou de ser um recurso isolado e passou a conectar o ecossistema.

Modelei o Workflow em torno de uma lógica simples de entender e extensível: Trigger → Condition → Action → Outcome. Isso permite automatizar handoffs como Proposal aceita, criação de Contract ou Job, notificações operacionais, validações após execução e follow-ups financeiros.

Rascunho do raciocínio de Workflow Automation em caderno
Raciocínio de automação.
Workflow Builder real do CRM DBTech
Workflow Builder. O raciocínio de regras se transforma em uma experiência configurável no produto.

Princípio: automatizar a consequência de um evento sem esconder do usuário o que aconteceu, por que aconteceu e qual foi o próximo passo.

Job, Scheduling e Dispatch precisavam ser separados para reduzir ambiguidade operacional.

Um Job define o que precisa acontecer e onde. Scheduling responde quando. Dispatch responde quem executará, considerando disponibilidade, capacidade, conflitos e necessidade de reassignment. Misturar essas responsabilidades em uma única tela aumentaria a carga cognitiva e dificultaria a evolução das regras de operação.

Reconstituição do fluxo Job, Agendamento e Dispatch com telas e decisões operacionais
Job / Agendamento / Dispatch.
Responsabilidade de cada domínio
Job · WHAT / WHERE

Customer, service, address, checklist, instructions, requirements e status do trabalho.

Scheduling · WHEN

Data, horário, duração, recorrência, janela de execução e disponibilidade temporal.

Dispatch · WHO

Equipe, capacidade, conflito, assignment, reassignment e acompanhamento operacional.

Schedule Planner DBTech
Schedule Planner. Planejamento semanal com equipes e Jobs distribuídos no tempo.
Mapa operacional de Proposal Accepted até Billing
Handoffs operacionais.

O contexto não podia desaparecer quando o canal ou a fonte de dados mudava.

Dois problemas diferentes tinham a mesma raiz: perda de contexto. No Inbox, a comunicação precisava permanecer conectada ao registro e ao histórico do cliente. Na importação, dados externos precisavam entrar no sistema com mapeamento explícito, revisão e tratamento de inconsistências.

Inbox do CRM DBTech
Inbox contextual. E-mail, SMS e Phone organizados junto do histórico, ownership, tags e ações relacionadas.
Upload de arquivo no fluxo de importação
Upload. Definição do arquivo e estratégia de importação.
Mapeamento de campos do CRM
Field mapping. Associação explícita entre origem e estrutura do produto.
Validação de mapeamento de campos
Review. Validação antes de alterar dados existentes.

Quando o produto cresce, estados e exceções passam a ser parte da arquitetura.

Padronizei 44 flags e estados para que diferentes módulos falassem a mesma linguagem. O objetivo não era criar uma biblioteca de badges, mas tornar situações operacionais previsíveis: pending, approved, rejected, assigned, conflict, overdue, paid, failed e outras condições precisavam ter semântica, comportamento e critérios consistentes.

55+telas e fluxos cobrindo áreas comerciais, operacionais e administrativas
44flags e estados mapeados para reduzir ambiguidade entre módulos
7+módulos conectados por regras, entidades e automações
DSgovernança de componentes, padrões, estados e critérios de uso
Accounts Payable DBTech
Finance. Pendências, overdue e pagamentos tornam o impacto financeiro rastreável.
Employee DBTech
People. Perfis e informações de colaboradores dentro do mesmo ecossistema.
Damage DBTech
Exceptions. Ocorrências e danos estruturados para manter histórico e responsabilidade.

O principal resultado foi transformar regras dispersas em uma arquitetura de produto coerente.

O case não depende de uma métrica isolada para demonstrar impacto. A evidência mais forte está na escala e na consistência do sistema entregue: módulos que compartilham contexto, responsabilidades de domínio separadas, Workflow Automation atravessando etapas, 44 estados padronizados e um Design System capaz de sustentar a evolução do produto.

1. Começar pela relação entre módulos

Em sistemas operacionais, uma boa tela não corrige uma arquitetura mal conectada.

2. Separar entidades que respondem perguntas diferentes

Proposal, Contract, Job, Scheduling e Dispatch ficaram mais claros quando suas responsabilidades deixaram de competir.

3. Automação precisa ser observável

Quanto mais o sistema executa sozinho, mais importante explicar estados, exceções, histórico e consequência.

Mais do que organizar telas, o projeto organiza informação, decisão e continuidade entre Sales, Operations, Finance e People.

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